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“Agora não é a hora certa para fazer greve”, diz transportador pinhalense

09 de Abril
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A situação complicada dos profissionais do transporte é algo que se arrasta há muito tempo. Em 2018 a paralisação em massa dos caminhoneiros causou impactos diversos e dividiu opiniões e o movimento acabou perdendo força a partir do momento em que os reflexos negativos começaram a ser sentidos, e que alguns setores sofreram prejuízos.

Recentemente ouviu-se rumores de uma possível nova paralisação. No entanto, de acordo com o transportador Sidnei Baumbach, o Kiko, empresário dos transportes há 25 anos em Pinhalzinho, “agora não é a hora certa para fazer greve”. Ele salienta que a paralisação de 2018 trouxe algumas melhorias para o setor, e que a mudança de governo gerou expectativa na economia, trazendo uma movimentação positiva em 2019. “O grande problema continua sendo o preço do Diesel. Como a Petrobras está numa situação complicada, agora querem cobrar o prejuízo de quem trabalha. Isso é inaceitável. Porém, fazem três meses que o governo assumiu e precisamos esperar um pouco mais antes de pensar em greve, pois isso pioraria muito as coisas agora”.

Ele avalia que os rumores de greve têm características políticas, e que o governo tem demonstrado interesse pela causa dos motoristas. “Esse anúncio recente da padronização dos reajustes do Diesel a cada 15 dias já é um sinal de que as articulações estão acontecendo. Santa Catarina tem representantes do setor de transportes que possuem contato direto com o Governo Federal. Eles estão nos garantindo que há sim articulações acontecendo em defesa dos transportadores”, diz Kiko.

Pinhalzinho tem a Associação dos Amigos Carga Pesada com cerca de 120 membros e de acordo com Kiko Baumbach, há uma unanimidade no que diz respeito à posição atual dos caminhoneiros. “A gente tem contato com muitos motoristas e a maioria defende que a situação precisa sim melhorar, porém, pensar em greve seria muito negativo para todos os setores. Precisamos nos manter atentos e aguardar um pouco mais as ações do governo, para só então tomar alguma decisão”.

A família Baumbach é tradicional no ramo do transporte em Pinhalzinho. Com uma frota de nove caminhões, Sidnei herdou o gosto pela profissão do pai Oguido, que é motorista há 47 anos, e aos 72, ainda dirige caminhão, porque de fato, gosta do que faz.

 

Foto: “Uma greve agora traria muito mais impactos negativos do que positivos”, avalia Kiko Baumbach.

 

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